Diet Teens - Diabetes da Gravidez

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Muitas mulheres com diabetes possuem desejo de engravidar, o que é plenamente possível desde que se tomem os devidos cuidados.

Uma forma especial de diabetes na gravidez é o Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), caracterizado pela elevação dos níveis de glicose com início ou diagnóstico durante a gestação e que tem como causas alterações hormonais que ocorrem durante a gravidez e fatores predeterminantes (genéticos ou ambientais).

Cuidados para a diabética antes de engravidar:

A mulher diabética, seja do tipo 1 ou do tipo 2, que deseja engravidar tem que adotar diversos cuidados antes da concepção:

• Alcançar bom controle glicêmico, ou seja, HbA1c

Por que devemos diagnosticar e tratar o Diabetes na gravidez?

A gestante diabética ou que desenvolve o DMG, se não tratada, tem maior risco de apresentar parto prematuro e elevação da pressão arterial, entre outras complicações.

Com relação ao feto, além do ganho excessivo de peso (macrossomia fetal) que pode acarretar complicações na hora do parto, outras alterações, como hipoglicemia, podem ocorrer aumentando o risco nas primeiras horas de vida da criança.

É importante lembrar que essas complicações só ocorrerão se o diabetes não for identificado e tratado de forma adequada. Uma vez que os níveis de glicose se mantenham controlados durante a gestação, o risco destas complicações é minimizado ou até mesmo abolido.


Quando e como diagnosticar DMG?


A presença de alteração dos níveis de glicose deve ser pesquisada em dois momentos durante o pré-natal:

• No início da gestação, com dosagem de glicose no sangue em jejum;

• Entre as 24ª e 28ª semanas de gestação, com a dosagem de glicose após a ingestão de um líquido contendo dextrosol; nas pacientes com DMG, a glicose no sangue se eleva acima do esperado.

A triagem de DMG em todas as gestantes é o mais recomendado. Entretanto, alguns fatores de risco devem ser usados como guia para atenção individualizada à paciente.

Tabela 1 – Fatores de risco e fatores protetores para DMG

Fatores de risco para DMG

Fatores protetores para DMG

Obesidade e sobrepeso

Peso normal antes da gestação

História familiar de diabetes

Idade <>

Síndrome do ovário policístico


História familiar negativa para diabetes

Ganho excessivo de peso durante a gestação

Ausência de complicações obstétricas prévias

Idade > 25 anos


Gravidez de gêmeos


Baixa estatura


Tabagismo



Como é o tratamento na gravidez?

O tratamento do diabetes na gravidez deve ser conduzido por uma equipe multidisciplinar. O ponto mais importante é a organização alimentar. Quando o tratamento alimentar não é suficiente para manter os níveis de glicose sanguínea dentro dos valores adequados, a insulina deve ser utilizada.

O acompanhamento do tratamento do diabetes na gravidez requer a realização de automonitorização glicêmica, com medidas de glicemia de jejum e após as refeições.

Tratamento alimentar:

Fazer aproximadamente seis refeições por dia (de 3 em 3 horas), sendo três principais e três lanches. O lanche noturno é muito importante para evitar um período de jejum muito longo durante o sono.

• Não comer açúcar, doces e frituras!

• Uso de adoçantes está liberado? Durante a gravidez, o uso de adoçantes é seguro desde que não ultrapasse a ingestão diária aceitável de cada produto. A preferência é dada ao aspartame, sucralose, acessulfane-k e estévia.

É importante sabermos que apenas gestantes diabéticas, gestantes que desenvolvem o DMG ou gestantes com indicação de dietas com menor teor calórico é que devem utilizar dos adoçantes em sua alimentação.
O uso destes produtos deve ser sempre orientado por seu médico ou nutricionista.

• Dietas com baixos teores de calorias são contra-indicadas durante a gestação. Neste período a paciente não deve perder peso.

• A quantidade de calorias é determinada individualmente e deve ser orientada por um endocrinologista ou nutricionista com experiência.


Atividade física:

Atividade física leve a moderada, em grávidas que não tenham nenhuma contra-indicação clínica ou obstétrica, contribui para a redução e controle da glicemia.

Insulina:

A insulina é o único medicamento que age sobre a glicose que é permitido durante a gestação. Ela deve ser indicada quando os níveis de glicose não se estabilizarem apenas com o controle alimentar.

Nas diabéticas tipo 1 grávidas, muitas vezes será necessária a intensificação do tratamento insulínico, às vezes até com a instalação de bomba de insulina.


Antidiabéticos Orais:

Os medicamentos para tratamento de diabetes ainda não estão liberados para o uso durante a gravidez, devendo os mesmos ser suspensos assim que a gravidez é descoberta e substituídos por insulina.

Da mesma forma, eles não são recomendados para uso enquanto a mulher estiver amamentando.

Cuidados no parto:

O parto da gestante diabética deve receber atenção especial, principalmente se ela estiver em uso de insulina, para evitar que o recém-nascido apresente hipoglicemia.

A gestante diabética deve solicitar que o endocrinologista e o obstetra mantenham-se em contato para que o parto transcorra com segurança.


Orientações para após o parto:

Pacientes que desenvolvem DMG têm alto risco de recorrência em gestações futuras e risco de desenvolverem diabetes tipo 2. Assim, uma nova avaliação da glicose deve ser realizada seis a oito semanas após o parto.

Mudanças gerais como a escolha de uma alimentação mais saudável, perda de peso e realização de atividade física regular devem ser adotadas como medidas preventivas.



Postado por Diet Teens às 10:05